Translate

sábado, 30 de março de 2013

The Jewel of the Nile (1985)

"A Jóia do Nilo" de Lewis Teague com Michael Douglas, Kathleen Turner, Danny DeVito, Spiros Focás, Avner Eisenberg, The Flying Karamazov Brothers & Holland Taylor.

Depois de comprarem o iate dos seus sonhos com o dinheiro da esmeralda do filme anterior, Jack Colton (Michael Douglas) e Joan Wilder (Kathleen Turner) encontram-se numa viagem à volta do Mundo. Joan começa a ter um bloqueio de inspiração na escrita do seu próximo romance, culpando o estilo de vida boémio de Jack, aceitando assim o convite de um poderoso Sheik, Omar (Spiros Focás) para viajar para o seu Reino e ser a biógrafa na sua demanda de juntar em paz todas as tribos do Nilo. Só que Omar revela-se um malévolo ditador que raptou a "Jóia do Nilo" (Avner Eisenberg), um homem sagrado para o povo e pretende auto-proclamar-se pela força o Senhor de toda a região. Quando os soldados de Omar tentam matar Jack, este apercebe-se que a sua amada Joan poderá estar em perigo e unindo-se ao vigarista Ralph (Danny DeVito) lança-se no encalço dela, onde emocionantes aventuras esperarão novamente este divertido trio desta vez nas margens do rio Nilo...





Jack & Joan regressam


Com o sucesso-surpresa de "Romancing the Stone", o Estúdio pressionou de imediato o produtor Michael Douglas para uma sequela que estrearia logo no ano a seguir, mas ao contrário da genialidade do primeiro filme, este "The Jewel of the Nile" sofre de alguns problemas ao ponto da actriz principal Kathleen Turner ciente deles ter tentado rescindir a sua participação, mas estava contractualmente obrigada a fazê-lo devido a uma cláusula assinada para o antecessor.










O vilão Omar (Spiros Focás)

O realizador do filme original Robert Zemeckis entretanto ocupado a dirigir o futuro mega-sucesso "Back to the Future", rejeitou dirigir a sequela entrando então o tarefeiro realizador Lewis Teague, que apesar de competente no cinema de puro escape cinematográfico, não possui o mesmo toque de génio do antecessor para dar vida a uma sequela à altura.







Não culpando inteiramente Teague do produto final, o guião nota-se que foi escrito à pressa e sujeito a diversas alterações por um grupo de guionistas que após a morte da escritora de "Romancing the Stone", Diane Thomas (este filme é-lhe dedicado) quiseram continuar as aventuras de Joan Wilder e Jack Colton, sendo pressionados pelo Estúdio que queriam a sequela fora do forno rapidamente para capitalizarem sobre o sucesso do primeiro filme. 




O trio reencontra-se

"Romancing the Stone" foi algo de mágico e repleto de charme natural que resultou bem como filme único e daí todo o seu merecido êxito, ao passo que esta sequela soa a intensamente rebuscada como a inclusão de Ralph que de vilão do primeiro filme, passa a amigo do peito de Jack em menos de 5 minutos em cena-





O principal problema desta sequela talvez resida no facto que depois dos eventos do primeiro filme onde os personagens aprenderam com as situações e mudaram as suas maneiras de ser encontrando a felicidade e o amor, simplesmente já não têm muito aonde ir depois disso, sem parecer demasiado forçado.






Contudo, se "The Jewel of the Nile" for visto como um filme de aventuras autónomo é empolgante, divertido e bem ritmado o suficiente para entreter o espectador.







A química entre Douglas e Turner (que entretanto iniciaram um romance na vida real) continua lá, bem como as deixas hilariantes de Douglas nas situações caricatas em que se vêm metidos e Danny DeVito prolonga o seu tempo em cena nesta sequela.







Ralph (Danny DeVito) entre os "Sufi"



Por ser menos trabalhado que o primeiro filme, torna-se também mais descontraído e os actores aqui já completamente à vontade com os seus personagens, interpretam-nos por puro divertimento.








O casamento

Em suma, apesar de inferior a "Romancing the Stone" para amantes de uma comédia de aventuras despretensiosa a transpirar anos 80, vale a pena o seu visionamento deste clássico de "Sessão da Tarde" e se comparado com os filmes de aventuras produzidos nos anos 2000, então é "ouro sobre azul".







Género: Acção / Aventura / Comédia.

Fotografia: Côr.

País: E.U.A.

Duração: 106 minutos.


Classificação: 7.5/10.

Reviewer: @ Nuno Traumas.

Sem comentários:

Enviar um comentário

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...