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sábado, 2 de novembro de 2013

Omen IV - The Awakening (1991)

"A Profecia Maldita" de Jorge Montesi (& Dominique Othenin-Girard) com Faye Grant, Michael Woods, Asia Vieira, Ann Hearn, Madison Mason, Jim Byrnes, Don S.Davis, Megan Leitch, Duncan Fraser & Michael Lerner.

Gene (Michael Woods) & Karen York (Faye Grant) são dois advogados de sucesso, que devido à impossibilidade de terem filhos, resolvem adoptar uma pequena bebé de um orfanato dirigido por freiras. Contra a vontade da Irmã Yvonne (Megan Leitch), a Madre Superiora entrega uma menina recém-nascida para gáudio do casal a quem chamam Delia. Anos mais tarde, enquanto Gene ganha o cargo de Governador, a pequena Delia (Asia Vieira) começa a ter comportamentos inadequados para a idade e quando a sua ama Jo (Ann Hearn) se suicida em circunstâncias estranhas, Karen começa a desconfiar que algo se passa com a filha adoptada e recorrendo aos serviços do desleixado, mas competente detective Earl (Michael Lerner) inicia uma investigação sobre a proveniência da menina que irá revelar uma verdade aterradora... O Anticristo Damien Thorn está morto, mas terá deixado alguma descendente?



Karen (Faye Grant), Gene (Michael Woods), Irmã Yvonne (Megan Leitch)

Dez anos depois de "Omen III - The Final Conflict", a 20th Century Fox resolveu reabilitar o anterior filão para uma nova geração de espectadores e contando com Harvey Bernhard, o produtor da trilogia original, 



Delia (Asia Vieira)

deu luz verde, mas com um orçamento bastante reduzido para um telefilme que continuasse a saga do Anticristo na Terra, desta vez sem Damien Thorn e sim com a sua filha que foi concebida durante o affair do Anticristo com a jornalista Katie Reynolds no filme anterior. 





Se existe uma lista das piores sequelas de sempre, "Omen IV - The Awakening" entra directa para o Top 10, não só pelos péssimos meios de produção envolvidos, mas também porque a mesma não tinha qualquer razão de existir, visto a história ter sido encerrada condignamente no filme anterior. 





Harvey Bernhard, que se revela melhor produtor do que argumentista, regressa como autor do guião depois de "Damien - Omen II" ('78), apresentando-nos uma história que mais não é que o primeiro filme contado novamente, 





sem qualquer ideia criativa pelo meio e repleta de pontas soltas, contando ainda com uma construção de sets e cinematografia medíocres e sobretudo, uma totalmente despropositada trilha sonora que roça o embaraço, sendo o conjunto um insulto para a sublime obra original. 





A pequena Asia Vieira, que interpreta Delia, a filha de Damien Thorn, tem potencial como a nova ameaça, sendo uma boa escolha de elenco, mas é tão mal dirigida que a performance se perde algures pelo caminho. 





Faye Grant esforça-se como a mãe desesperada a fazer querer ao marido, interpretado por um inexpressivo Michael Woods, que algo de estranho se passa com a filha e o restante elenco repleto de actores televisivos representam em modo sonâmbulo, exceptuando Michael Lerner que consegue introduzir alguma vida à obra na pele do espirituoso e desleixado detective contratado. 




A ausência de ambiente e a falta de originalidade nas mortes contribuem para o completo marasmo de seguir esta obra, que em certas cenas entra inclusive no género televisivo "soap-opera" melodramática ou na comédia juvenil "Problem Child" ('90) em versão "descendente do Anticristo". 




Estranhamente, e isto levando em conta o resto do filme, a reviravolta final consegue introduzir algo de novo, apresentando uma faísca do que poderia ter sido se o resto do guião fosse competente e os valores de produção mais altos a par com a trilogia original.








A título de curiosidade, o realizador original Dominique Othenin-Girard, abandonou as filmagens a meio insatisfeito com o filme, tendo sido substituído pelo tarefeiro Jorge Montesi que o completou.






Em suma, "Omen IV - The Awakening" e à semelhança com "Psycho IV - The Beginning" ('90), foram tentativas falhadas de ressuscitar franchises em formato de telefilmes cujo óbvio insucesso crítico e comercial levou a que se congelassem quaisquer projectos futuros. 




Fãs da trilogia original podem querer dar uma olhada somente pela curiosidade, mas para um público em geral, é um filme a evitar...








Género: Horror / Mistério / Thriller / Drama. 

Fotografia: Côr.

País: E.U.A. / Canadá.

Duração: 97 minutos.

Trailer: http://www.youtube.com/watch?v=FNbCPsemMBI

Classificação: 3/10.

Reviewer: @ Nuno Traumas.

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Omen III - The Final Conflict (1981)

"O Conflito Final" de Graham Baker com Sam Neill, Rossano Brazzi, Lisa Harrow, Don Gordon, Leueen Willoughby, Barnaby Holm, Mason Adams & Hazel Court.

Damien Thorn (Sam Neill), o Anticristo, tem agora 32 anos e está à frente das Indústrias Thorn como o seu único herdeiro. Jovem, poderoso, idealista e implacável, Damien é convocado pelo Presidente dos E.U.A. (Mason Adams) para seguir os passos do seu falecido pai, tornando-o no mais jovem Embaixador Americano em Londres. Assumindo o cargo, Damien vai subindo na hierarquia política, movendo ao mesmo tempo centenas dos seus seguidores e quando uma profecia Bíblica anuncia o nascimento de um novo Messias que o irá destituir, este ordena ao seu braço-direito Harvey Dean (Don Gordon) que mate todos os recém-nascidos. A única esperança reside num grupo de padres liderados por De Carlo (Rossano Brazzi) que ao encontrarem as lendárias facas de Megido, viajam para Londres no intuito de eliminarem de vez o filho de Satã da Terra, mas a sua missão irá ser atribulada, pois os poderes do Inferno protegem-no...




Filmado em '79, mas não vendo a luz do dia até '81, "The Final Conflict" é o derradeiro filme da trilogia original "The Omen" desta vez dirigido pelo cineasta estreante Graham Baker





segundo uma história de Andrew Birkin, futuro guionista do "The Name of the Rose" ('86), contando a trajectória do agora adulto Damien Thorn em direcção ao poder político, 






numa alegoria ao Senador John Fitzgerald Kennedy, que se tornou o Presidente mais jovem a ocupar o cargo na Casa Branca, em versão maligna. 






Sam Neill como Damien Thorn

O neo-zelandês Sam Neill, no seu primeiro papel como protagonista, sucede assim a Harvey Stephens e a Jonathan Scott-Taylor como o filho de Satã disposto a reinar na Terra, tendo como inimigo a chegada de um novo Messias na pele de um recém-nascido que lhe vai drenando a energia, levando a que tal como Herodes, o Anticristo ordene a execução de todos os recém-nascidos por altura do alinhamento das estrelas como forma a impedir o regresso do Nazareno. 




Rossano Brazzi como o Padre De Carlo

Rossano Brazzi interpreta o benevolente Padre De Carlo e Lisa Harrow, que ironicamente iniciou uma relação com Sam Neill na vida real dando origem ao filho mais velho do actor, Tim Neill, interpreta a jornalista sensacionalista Kate Reynolds que acaba por se apaixonar por Damien, desconhecendo a sua faceta obscura. 




O guião de Andrew Birkin está repleto de menções Bíblicas e apresenta-se mais sério e introvertido do que a primeira sequela, mas a direcção de Baker e embora eficaz para um primeiro filme, é demasiado inerte e de progressão lenta, aliada a uma edição de imagem arrastada, ficando-se pelo caminho do que poderia ter originado um grande filme. 






O desenvolvimento dos personagens secundários é nulo e quase nem se dá por eles na trama, estando Sam Neill sozinho a carregar com o filme aos ombros, entregando-nos uma performance hábil e carismática, mas ao mesmo tempo algo exagerada ao ponto do caricatural em algumas cenas. 




Se "Damien - Omen II" nos apresentava certas incongruências ou pontas-soltas no enredo, "The Final Conflict" expande-as ainda mais e o dramatismo exacerbado e a encenação de algumas sequências torna o filme, não intencionalmente, risível em partes. 





Contudo a parte técnica, e à semelhança com o antecessor, é de boa qualidade desde os efeitos visuais à extraordinária proeza do duplo Vic Armstrong no mergulho em queda livre da ponte e artisticamente, usufrui de uma boa caracterização e uma cinematografia de topo.



Harvey Dean (Don Gordon)

Em suma, "The Final Conflict", que trouxe de volta Richard Donner à franchise desta vez agindo como produtor executivo ao lado de Harvey Bernhard, 







é uma terceira parte que não envergonha o clássico intemporal "The Omen" ('76), mas também fica muito aquém de atingir o mesmo nível de brilhantismo, situando-se a meio-gás duma obra que provoca mais do que aquilo que realmente mostra, apresentando um final que para além de abrupto é totalmente inverosímil. 





Recomendado para fãs da saga que queiram saber o destino de Damien Thorn, antes da Fox tentar ressuscitar um filão já desaparecido cerca de 10 anos depois com o telefilme "Omen IV - The Awakening"...








Género: Horror / Thriller / Drama. 

Fotografia: Côr.

País: Inglaterra / E.U.A.

Duração: 108 minutos.

Trailer: http://www.youtube.com/watch?v=FI-gkpeJOu0

Classificação: 7.5/10.

Reviewer: @ Nuno Traumas.


Damien - Omen II (1978)

"A Maldição" de Don Taylor (& Mike Hodges) com William Holden, Lee Grant, Jonathan Scott-Taylor, Lucas Donat, Robert Foxworth, Nicholas Pryor, Lew Ayres, Sylvia Sidney, Lance Henriksen, Elizabeth Shepherd, Allan Arbus, Meshach Taylor, Harvey Stephens, Ian Hendry & Leo McKern.

Sete anos depois dos eventos do primeiro filme, o anticristo Damien Thorn (Jonathan Scott-Taylor) é agora um adolescente a viver em casa do tio Richard (William Holden) e da sua segunda mulher, Ann (Lee Grant) tendo como companheiro inseparável o primo da mesma idade, Mark (Lucas Donat) sendo ambos cadetes no Colégio Militar. Com a chegada do enigmático Sargento Neff (Lance Henriksen), Damien toma consciência da razão porque veio ao Mundo, começando a cobiçar a liderança das Indústrias Thorn, para assim ir ganhando poder até ao topo, eliminando todos os que se atravessam no seu caminho. Ignorando os avisos de terceiros como os da fotógrafa Joan Hart (Elizabeth Shepherd), amiga e colega de Jennings do filme anterior e do curador Charles Warren (Nicholas Pryor), que acabam por morrer em circunstâncias estranhas, sobre a proveniência de Damien, Richard só se começa aperceber de que algo aterrador ameaça a sua família quando encontra o filho Mark morto, iniciando assim uma investigação a fundo sobre o que levou o seu irmão Robert, aparentemente enlouquecido, a tentar assassinar a criança por intermédio de uns punhais sagrados, contrariando a própria esposa Ann que parece obstinada em ilibar Damien de todos os males...




Na senda do grande êxito do "The Omen" ('76), vencedor de 1 Oscar para a Melhor Trilha Sonora Original, a 20th Century Fox deu luz verde para uma sequela, 







Jonathan Scott-Taylor como Damien Thorn


focando-se desta vez na adolescência de Damien Thorn, a criança nascida com a marca 666, o número da Besta, escondida debaixo do farto cabelo negro e destinada a governar o Mundo como o filho de Satanás. 








Richard & Ann Thorn (William Holden & Lee Grant)

Inicialmente dirigido por Mike Hodges ("Get Carter" de '71), depois do realizador da obra original, Richard Donner, declinar a cadeira do realizador pelo motivo de estar ocupado com "Superman - The Movie" ('78), 





Damien & Mark Thorn (Lucas Donat)

este foi afastado pelo produtor da saga, Harvey Bernhard, devido à abordagem mais artística e métodos de filmagens mais lentos, em contraste com a avidez do produtor e do Estúdio de lançarem uma rápida sequela que evidenciasse mais o factor horror de entretenimento em prol de uma obra mais ambiental mergulhada num clima sinistro característico do anterior. 




Joan Hart (Elizabeth Shepherd)

O ex-actor tornado realizador Don Taylor, foi o convocado em modo tarefeiro para substituir Hodges e concluir o filme, cuja história foi escrita pelo próprio produtor Harvey Bernhard depois de o escritor do "The Omen", David Seltzer, recusar se envolver numa sequela. 





William Holden, que recusara anteriormente o papel de Robert Thorn (entregue posteriormente a Gregory Peck), devido a não querer se envolver num filme sobre o Diabo, aceitou sem pestanejar o personagem Richard Thorn que aqui divide o ecrã com a actriz Lee Grant, ainda fresca do seu Oscar de Melhor Actriz Secundária por "Shampoo" ('75). 





Jonathan Scott-Taylor, então com 15 anos apesar de interpretar um Damien de 12, sucede a Harvey Stephens na pele do Anticristo e mesmo não sendo tão memorável, o seu desempenho é forte e inquietante o suficiente para causar um certo desconforto no espectador, especialmente no olhar diabólico e na interpretação coesa em total controlo sobre o personagem. 



A realçar que uma das mais-valias da trilogia original "The Omen" residiu no facto da excelente escolha de elenco para os 3 actores que deram vida a Damien Thorn nas 3 fases diferentes da sua vida. 



Leo McKern como Carl Bugenhagen


No capítulo dos secundários, destacam-se o veterano Leo McKern que retorna, novamente sem ser creditado, ao pequeno papel de Carl Bugenhagen, o detentor das facas de Megido, as únicas armas do Mundo que podem matar Damien Thorn 




Lance Henriksen como o Sargento Neff

e o sempre efectivo e enigmático Lance Henriksen, num dos seus primeiros papéis de relevo, interpreta o Sargento Neff, um dos discípulos de Satã que a par com a ama Mrs.Baylock do antecessor, irá zelar pelo crescimento e iniciação de Damien para a sua missão na Terra.




"Damien - Omen II" não possui a mesma profundidade de guião (muito devido à excelência do original ter explorado a fundo todas as vertentes da história), nem tão pouco a preocupação em criar o mesmo tipo de clima sinistro,





limitando-se a repetir uma mesma fórmula, com William Holden e Lee Grant quase como clones de Gregory Peck e Lee Remick, mas carecendo do mesmo tipo de desenvolvimento de personagens, e o filme a preocupar-se mais na parte técnica de encenação das mortes, como se tentassem ultrapassar a custo a memorável sequência encenada por Donner da morte do paparazzo Jennings, do que propriamente introduzir algo de novo ou criativo no conjunto. 













A presença do corvo negro, o sinal de mau presságio para as futuras vítimas, é um óbvio piscar de olho ao clássico "The Birds" ('63) de Alfred Hitchcock (usando inclusive Ray Berwick, o mesmo treinador / tratador) assim como toda a sequência da morte da personagem Joan Hart. 




A história tem incongruências que não fazem sentido e introduz alguns artifícios gratuitos pelo meio e o III Acto é-nos apresentado demasiado à pressa até ao brusco clímax, como se o orçamento ou a data limite para o término das filmagens tivessem acabado ali e a montagem deixa também muito a desejar em relação à mestria do anterior. 




Contudo, a parte técnica dos efeitos visuais e de caracterização é muito boa para a altura, mantendo-se intocável nos dias de hoje e o filme contém algumas cenas fortes a nível de encenação, como o confronto dos primos Damien e Mark, muito bem interpretado pelos jovens actores Jonathan Scott-Taylor e Lucas Donat. 




Em suma, "Damien - Omen II" não é uma má sequela e tem os seus momentos de tensão, embora seja demasiado rebuscada para o seu próprio bem. Caso David Seltzer tivesse acedido a escrever ele o guião que se situaria no dia seguinte ao funeral de Robert e Katherine Thorn e com o pequeno Damien a viver na Casa Branca, 





quem sabe que rumo teria dado à franchise, mas apreciando esta obra como um todo, é uma sequela mais a altura em relação à fonte do que a do seu concorrente directo "The Exorcist II" ('77). Recomendado a fãs da temática e da franchise!!




Género: Horror / Thriller / Mistério / Drama. 

Fotografia: Côr.

País: Inglaterra / E.U.A.

Duração: 107 minutos.

Trailer: http://www.youtube.com/watch?v=udTBideIP-0

Classificação: 8/10.

Reviewer: @ Nuno Traumas.
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